O brilho de uma Estrela
Antes de começar o Campeonato Carioca quase todos apostavam na dupla Fla-Flu. Os dois terminaram o ano em alta e mantiveram as bases. O Rubro-negro sagrou-se campeão brasileiro e o Tricolor escapou do rebaixamento de forma emocionante, além de ter sido vice-campeão da Sulamericana. Mas contrariando as expectativas, a grande final da Taça Guanabara foi alvinegra.
O campeão foi o patinho feio dos grandes, que trocou de técnico com apenas três rodadas e perdeu de forma humilhante para o mesmo Vasco, há um mês. Mas dessa vez a história foi diferente. Com muita raça e aplicação tática, o Botafogo conquistou o título, merecidamente. Afinal, Campeonato Carioca sem Joel Santana, não é Carioca.

No jogo, o time cruzmaltino teve cerca de 60% de posse de bola, mas não soube atacar de forma objetiva, tanto que as melhores chances de gol foram do Botafogo, mesmo quando estava 0 x 0. O técnico Vagner Mancini precisa rever o posicionamento de sua equipe que jogou muito pelo meio, facilitando o trabalho do Bota, que contava com três homens na defesa e cinco no meio-campo. Joel congestionou o setor e, mesmo assim, o Vasco insistiu em atacar por ali.
O Glorioso soube trabalhar dentro de suas limitações, mas Joel - que conseguiu arrumar o sistema defensivo – precisa mexer no ataque, pois vai ser preciso muito mais do que alçar bolas na área, para brigar por títulos no restante da temporada. O time também precisa de um meia veloz para puxar os contra-ataques. Lucio Flávio, apesar de ter boa visão de jogo e bater bem na bola, cadencia demais o jogo, além de ser dispersivo em alguns momentos.
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Philippe Coutinho é realmente muito bom e tem um futuro brilhante pela frente, mas ainda é cedo para tanto oba-oba. Foi só pegar duas marcações fortes pela frente (contra Flu e Bota) que o garoto sumiu. Falando em sumir, a pergunta que não quer calar: o que acontece com o Dodô em jogos decisivos?
2 years ago