O retorno do príncipe da Vila
Como todos sabem, os quatro atacantes da Seleção Brasileira na última Copa estão atuando no país. O que eles têm em comum? Todos marcaram em suas estréias. Fred fez dois contra o Macaé, Adriano marcou um na vitória sobre o Atlético Paranaense, Ronaldo fez o gol de empate contra o Palmeiras e até subiu no alambrado para comemorar, mas Robinho foi melhor. Além de ter marcado em um clássico (a exemplo de Ronaldo), diferentemente do Fenômeno, seu gol foi o da vitória, isso sem contar que foi um golaço, de letra.

Para quem tinha dúvidas se Robinho voltaria a jogar bem, sua estréia não poderia ter sido melhor. Ainda é cedo para avaliar seu futebol, mas as expectativas são as mais animadoras possíveis. Além do gol, ele participou ativamente do jogo e se deu muito bem com Neymar, outro menino da vila, uma promessa de craque.
Não há dúvidas que Robinho irá para a África do Sul. Sua convocação para o amistoso contra a Irlanda só vem ratificar a confiança do técnico Dunga no jogador. Para quem não se lembra, Robinho foi o único – dos chamados medalhões – a disputar a Copa América, quando atletas como Kaká e Ronaldinho Gaúcho preferiram curtir as férias. Sua saída do Manchester City pode ser contestada, assim como foi no Real Madrid e no próprio Santos. Mas na Seleção tem sido outra história. E se para voltar a jogar um bom futebol é melhor estar onde ele se sente bem, no seu clube de coração, que assim seja. O Brasil precisa dele mundial.
Sou umas das pessoas que criticam a conduta adotada por Robinho no seu histórico de transferências, mas confesso que gostei de ouvir uma de suas recentes afirmações. Ele disse que além de ganhar a Copa, quer também ser o melhor jogador do torneio. É bom ouvir isso, o jogador tem que ter ambição e trabalhar para alcançá-la. Segundo Robinho a inspiração vem de Romário. Ele contou que em uma conversa com o ídolo ouviu o seguinte conselho: “clube é muito bom, mas com a amarelinha você tem que arrebentar”. Se Robinho jogar metade do que o baixinho jogou em 1994, não precisamos nos preocupar
2 years ago