Há 15 anos…
O dia 17 de julho de 1994 ficou marcado na memória do povo brasileiro, porque foi naquela data que o Brasil sagrou-se tetracampeão do mundo de futebol, após 24 anos sem conquistar um Mundial. Muita gente critica a forma de jogar daquele time, mas eu tenho uma opinião um pouco diferente. É verdade que a equipe era um tanto pragmática, assim como seu treinador, Carlos Alberto Parreira, mas no papel não era assim tão defensiva, era um esquema com dois volantes, dois meias e dois atacantes. Só que Parreira não contava que Raí, camisa dez e seu homem de confiança, não fosse render o esperado.

Então o treinador teve que pensar em alguma estratégia eficiente. Ele contava com dois excelentes atacantes e laterais que sabiam apoiar e defender. Então implantou um sistema defensivo muito forte para não ser atacado, pois sabia que se conseguisse evitar os gols, uma hora ou outra o ataque brasileiro marcaria. Sua decisão foi muito acertada, porque a Seleção estava há 5 copas sem ganhar, e depois do fracasso de 1990, a auto-estima do time estava baixa. Era preciso jogar com raça, era preciso provar que aquela geração era vencedora.
Tenho 23 anos e aquela copa, com certeza, foi a mais emocionante que assisti. Não concordo quando dizem que o time jogava feio. Vi novamente alguns vídeos dos jogos do Brasil naquele mundial. Relembrar os cruzamentos perfeitos de Jorginho mostrou que, infelizmente, o vigor físico está ficando mais importante que a técnica. Basta lembrar que Cafu e Maicon, sempre correram o jogo inteiro, mas não cruzam uma bola certa. Rever os lançamentos de Dunga, que para quem não sabe, foi o melhor passador da Copa, em um torneio que contava com feras do calibre de Maradona, Hagi, Matthaüs e Stoichkov. Isso sem contar a dupla Bebeto e Romário, no auge da carreira. Foi a melhor dupla que vi jogar. Para quem acha que o Brasil jogou feio recomendo entrar no youtube e procurar por alguns vídeos, principalmente os jogos contra a Holanda e a Suécia, na semifinal. São de arrepiar.
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Muita gente fala que a decisão da Copa dos EUA foi sem graça. Que o Brasil já entrou em campo pensando em não perder. Mas é preciso analisar alguns fatos. O primeiro é que o Brasil enfrentou a Itália, que além de estar brigando na época pela hegemonia do futebol mundial, contava com jogadores como Baresi, Albertini, Massaro, Maldini e Baggio, este o melhor jogador do mundo à época. E o segundo fato é de que a final foi disputada ao meio dia, em pleno verão da Califórnia, para atender o horário das televisões européias.
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Esta semana descobri um dado interessante: assim como Pelé e Garrincha, Bebeto e Romário jamais perderam uma partida pela Seleção, quando estiveram juntos em campo. A exceção fica por conta de um jogo (não-oficial), em que ambos começaram no banco e só entraram no fim do segundo tempo, quando o Brasil já estava perdendo.
2 years ago