March 9, 2010

Dúvidas e certezas

Assisti o amistoso entre Brasil e Irlanda na última terça-feira, em Londres, e fiquei preocupado. Do jeito que vem jogando, o Escrete Canarinho não deverá ir longe na Copa. Tudo bem que o Brasil é sempre favorito e cresce em momentos decisivos, mas a equipe de Dunga precisa evoluir muito. Como disse Kaká, é preciso saber jogar como favorito, e por incrível que pareça,ainda não aprendemos. O time de Dunga só funciona quando está sendo atacado. É como se os adversários fossem favoritos. Um bom exemplo foi a partida contra os EUA, pela final da Copa das Confederações, uma das melhores da Seleção nos últimos tempos. Pela esquerda ainda não há nada definido, e quem joga por ali se preocupa muito mais em defender.

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Na direita, Maicon (que deveria ser reserva de Daniel Alves) corre, corre, mas na hora de cruzar, lembra muito o Cafu. No meio não há ninguém para cadenciar e organizar o jogo. Kaká tem por característica conduzir a bola em velocidade, e o
time depende muito dele. Esse é um grande problema, pois alguns especialistas afirmaram que o atleta dificilmente chegará ao Mundial com 100 % de sua condição física, devido a pubalgia que o acomete. Isso sem contar que, desde que deixou o Milan, o jogador não conseguiu repetir as boas atuações de antigamente.

Sempre gostei do Dunga, desde a época de jogador. Um líder sério, correto e direto. E como técnico não há como negar que tem obtido resultados surpreendentes. Mas o caso de Ronaldinho Gaúcho só pode ser birra. Reconheço que o jogador teve várias oportunidades e ficou devendo. Mas é um dos maiores de todos os tempos. Um dos poucos que pode decidir uma partida em uma simples jogada. Não há como deixar um cara desses de fora. E se o critério é não ter atuado bem, o que Kléberson, Josué, Ramires e tantos outros fizeram nesses três anos e meio para credenciá-los a disputar a Copa? Além do que, não há criatividade nenhuma nesse meio-de-campo. Se Kaká estiver mal ou não puder jogar, estamos perdidos.
Abre o olho Dunga!

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É impressão minha ou Adriano está fazendo de tudo para não ir à África? Contra a Irlanda ele se arrastou em campo e o time só melhorou quando Grafite entrou em seu lugar. No próprio Flamengo ele não vem jogando bem. Seu companheiro de clube, Vagner Love, tem atuado muito melhor. Há grandes chances de Adriano chegar ao torneio acima do peso (atualmente está com 8kg a mais), como ocorreu há quatro anos. Um erro que não deve ser repetido. Eu levaria o Pato. Não só por isso, mas porque ele tem jogado melhor. Apesar de ser jovem, é titular e destaque de um dos maiores times do mundo (o Milan), e representa o futuro da Seleção, ao contrário do “Imperador”, que parece estar mais preocupado com outras coisas que não sejam o futebol.

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February 28, 2010

Os Meninos estão de volta

Ainda é um pouco cedo para julgamentos, mas o futebol que vem sendo apresentado pelo Santos é empolgante. A equipe lidera com folgas o Campeonato Paulista e entra na Copa do Brasil como um dos favoritos.

O time lembra àquele da geração de Diego e Robinho, em 2002. No gol, o jovem Felipe vem se firmando e, apesar de não exercer a liderança de Fábio Costa, transmite confiança. Na lateral direita, Wesley (ou Pará) exerce o papel que era de Maurinho, apoiando muito o ataque. Dois zagueiros fortes na defesa, assim como André Luiz e Alex, sendo que Durval e Edu Dracena são mais experientes. Na esquerda, Léo - alguns anos mais velho - ainda dá conta do recado. Rodrigo Mancha protege a zaga, como fazia Paulo Almeida, e Arouca (ou Wesley) é o motor da equipe, repetindo Renato.

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Na parte defensiva tudo muito parecido, daí para frente é que as coisas mudam. Em 2002 havia um terceiro homem de meio-campo (Elano) e um meia clássico (Diego). No ataque, Robinho jogava aberto pelas pontas enquanto Alberto era o “homem de área”. Agora o time joga de duas maneiras: uma com Marquinhos como meia-direita, Ganso como meia-atacante, e Robinho e Neymar abertos na frente; e outra como Ganso como armador e três no ataque, sendo André o centro-avante.

Dessa vez há até mais opções e Dorival Junior é um ótimo treinador. Só resta saber se esse início de temporada não é apenas “fogo de palha” e o time vai se firmar, repetindo o sucesso de 2002, quando encantou o país. Mas, após oito vitórias seguidas no Paulista (a última no clássico contra o Corinthians) e estreia com pé direito na Copa do Brasil, os torcedores podem ficar animados.

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February 23, 2010

O brilho de uma Estrela

Antes de começar o Campeonato Carioca quase todos apostavam na dupla Fla-Flu. Os dois terminaram o ano em alta e mantiveram as bases. O Rubro-negro sagrou-se campeão brasileiro e o Tricolor escapou do rebaixamento de forma emocionante, além de ter sido vice-campeão da Sulamericana. Mas contrariando as expectativas, a grande final da Taça Guanabara foi alvinegra.

O campeão foi o patinho feio dos grandes, que trocou de técnico com apenas três rodadas e perdeu de forma humilhante para o mesmo Vasco, há um mês. Mas dessa vez a história foi diferente. Com muita raça e aplicação tática, o Botafogo conquistou o título, merecidamente. Afinal, Campeonato Carioca sem Joel Santana, não é Carioca.

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No jogo, o time cruzmaltino teve cerca de 60% de posse de bola, mas não soube atacar de forma objetiva, tanto que as melhores chances de gol foram do Botafogo, mesmo quando estava 0 x 0. O técnico Vagner Mancini precisa rever o posicionamento de sua equipe que jogou muito pelo meio, facilitando o trabalho do Bota, que contava com três homens na defesa e cinco no meio-campo. Joel congestionou o setor e, mesmo assim, o Vasco insistiu em atacar por ali.

O Glorioso soube trabalhar dentro de suas limitações, mas Joel - que conseguiu arrumar o sistema defensivo – precisa mexer no ataque, pois vai ser preciso muito mais do que alçar bolas na área, para brigar por títulos no restante da temporada. O time também precisa de um meia veloz para puxar os contra-ataques. Lucio Flávio, apesar de ter boa visão de jogo e bater bem na bola, cadencia demais o jogo, além de ser dispersivo em alguns momentos.

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Philippe Coutinho é realmente muito bom e tem um futuro brilhante pela frente, mas ainda é cedo para tanto oba-oba. Foi só pegar duas marcações fortes pela frente (contra Flu e Bota) que o garoto sumiu. Falando em sumir, a pergunta que não quer calar: o que acontece com o Dodô em jogos decisivos?

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February 9, 2010

O retorno do príncipe da Vila

Como todos sabem, os quatro atacantes da Seleção Brasileira na última Copa estão atuando no país. O que eles têm em comum? Todos marcaram em suas estréias. Fred fez dois contra o Macaé, Adriano marcou um na vitória sobre o Atlético Paranaense, Ronaldo fez o gol de empate contra o Palmeiras e até subiu no alambrado para comemorar, mas Robinho foi melhor. Além de ter marcado em um clássico (a exemplo de Ronaldo), diferentemente do Fenômeno, seu gol foi o da vitória, isso sem contar que foi um golaço, de letra.

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Para quem tinha dúvidas se Robinho voltaria a jogar bem, sua estréia não poderia ter sido melhor. Ainda é cedo para avaliar seu futebol, mas as expectativas são as mais animadoras possíveis. Além do gol, ele participou ativamente do jogo e se deu muito bem com Neymar, outro menino da vila, uma promessa de craque.

Não há dúvidas que Robinho irá para a África do Sul. Sua convocação para o amistoso contra a Irlanda só vem ratificar a confiança do técnico Dunga no jogador. Para quem não se lembra, Robinho foi o único – dos chamados medalhões – a disputar a Copa América, quando atletas como Kaká e Ronaldinho Gaúcho preferiram curtir as férias. Sua saída do Manchester City pode ser contestada, assim como foi no Real Madrid e no próprio Santos. Mas na Seleção tem sido outra história. E se para voltar a jogar um bom futebol é melhor estar onde ele se sente bem, no seu clube de coração, que assim seja. O Brasil precisa dele mundial.

Sou umas das pessoas que criticam a conduta adotada por Robinho no seu histórico de transferências, mas confesso que gostei de ouvir uma de suas recentes afirmações. Ele disse que além de ganhar a Copa, quer também ser o melhor jogador do torneio. É bom ouvir isso, o jogador tem que ter ambição e trabalhar para alcançá-la. Segundo Robinho a inspiração vem de Romário. Ele contou que em uma conversa com o ídolo ouviu o seguinte conselho: “clube é muito bom, mas com a amarelinha você tem que arrebentar”. Se Robinho jogar metade do que o baixinho jogou em 1994, não precisamos nos preocupar

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February 5, 2010

Guerreiros x Império do Amor

O duelo entre Flamengo e Fluminense, no último domingo, foi imprevisível e emocionante, e teve todos os ingredientes que um Fla x Flu pede. Por isso que esse é maior clássico do Brasil e um dos maiores do mundo.

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No jogo, ficou claro que os times têm características distintas. Enquanto o Flu é um time de toque de bola, que gosta de trocar passes no campo do adversário, o Fla é um time rápido, que contra-ataca muito bem. Aliás, essa velocidade da equipe Rubro-negra pode ser ruim para um jogador que foi essencial na conquista do Brasileiro, Petkovic. Andrade teve pulso para sacá-lo no intervalo e, com isso, mudou a partida. A confusão que aconteceu depois todos já sabem. Mas muitos dizem que esse foi só o estopim de um problema que já vem de algum tempo, por conta de reclamações do sérvio, que incomoda não só a diretoria, como membros da comissão técnica e até alguns jogadores. Pet continua no clube, mas por enquanto está afastado do time.

Do lado do tricolor a derrota também teve seu lado positivo. O time perdeu na hora certa e Cuca terá tempo de preparar a equipe e pensar em soluções para as finas da Taça Guanabara. Ainda mais agora que, além de Fred, Maicon também se machucou.

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Cuca errou ao trocar Cássio por Kieza. Tudo bem que o Flu tinha um a mais, mas o Fla atacava com quatro jogadores e o time tricolor ficou com apenas dois na defesa. A diferença numérica foi fundamental. Pouco depois da substituição o Flamengo marcou o quarto gol.

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Quando voltou ao Flamengo, após passagens apagadas por Atlético Mineiro e Goiás, Petkovic sabia que pouco seria aproveitado, pois sua contratação se deu apenas para quitar uma dívida entre jogador e clube. Humilde e atencioso com todos, nem de longe lembrava aquele jogador “marrento” de antigamente. Pois foi só o sucesso aparecer que ele voltou a ser o Pet de sempre. Haja mal humor!

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January 19, 2010

E começa 2010…

Ano de Copa do Mundo e muitos jogadores de “peso” estão de volta ao Brasil, de olho em uma vaga no Mundial. Alguns clubes se reforçaram muito, outros nem tanto, e 2010 promete muito.

Segue abaixo uma análise dos principais times do país, as contratações e expectativas para esse início de temporada.


MG

Atlético Mineiro

Ponto Forte: contratou o técnico Vanderlei Luxemburgo e manteve a base do último ano.

Ponto Fraco: Luxemburgo não realiza um trabalho de expressão há algum tempo. Além disso, nos últimos anos, o clube sempre tem ficado atrás do rival Cruzeiro, o que aumenta a pressão por títulos.

Cruzeiro

Ponto Forte: manteve o elenco e o técnico que levaram o time à final da última Libertadores e ainda adquiriu o experiente Gilberto no segundo semestre.

Ponto Fraco: A instabilidade da equipe. Um bom exemplo foi o jogo contra o Fluminense pelo Brasileirão. Após fazer 2 x 0 e ainda perder um pênalti, sofreu a virada no segundo tempo, mesmo jogando em casa.

SP

São Paulo

Ponto Forte: já possuía um dos melhores elencos do país e ainda trouxe bons reforços.

Ponto Fraco: apesar de jogar muito bem competições de pontos corridos, o time costuma falhar na hora de decidir. Em torneios como a Libertadores e o Paulista, isso pode pesar.

Palmeiras

Ponto Forte: manteve a base e o técnico Muricy Ramalho, um dos melhores do país.

Ponto Fraco: O fracasso no último Brasileiro abalou a equipe e a torcida está desconfiada. Além do mais, perdeu o atacante Vagner Love.

Corinthians

Ponto Forte: time e torcida estão muito motivados no ano do centenário, principalmente pela disputa da Libertadores, principal obsessão do clube. Jogadores experientes e de qualidade foram contratados.

Ponto Fraco: a experiência dos jogadores pode ser um problema. Com média de idade por volta de 30 anos o time pode perder velocidade, uma das principais armas da equipe no último ano.

Santos

Ponto Forte: contratou o técnico Dorival Junior e a nova diretoria do clube está planejando com muito cuidado, sem alarde.

Ponto Fraco: perdeu Kleber Pereira e ainda não conseguiu um substituto para a camisa 9. Faltam também nomes experientes.

RS

Internacional

Ponto Forte: manteve os principais jogadores e trouxe o técnico uruguaio Jorge Fossati, campeão da Sulamericana e da Recopa pela LDU.

Ponto Fraco: falta poder de decisão e regularidade. No Brasileiro o time esteve durante todo o campeonato entre os primeiros, mas quando parecia que ia deslanchar, perdia a chance.

Grêmio

Ponto Forte: contratou o técnico Silas e bons reforços, como Leandro, Borges e Hugo.

Ponto Fraco: em casa o time não perde há mais de um ano, mas fora o aproveitamento é péssimo. No último Brasileiro houve apenas uma vitória fora do Olímpico.

RJ

Flamengo

Ponto Forte: renovou com o técnico Andrade e não perdeu quase ninguém do elenco que conquistou o Campeonato Brasileiro. Trouxe ainda o artilheiro Vagner Love.

Ponto Fraco: tem um bom time, mas carece de boas peças de reposição. Se Petkovic não estiver bem ou não puder jogar, não há um armador para substituí-lo.

Fluminense

Ponto Forte: manteve o “time de guerreiros” e o comandante Cuca. Trouxe bons reforços, entre eles, o lateral esquerdo Julio César, eleito o melhor de sua posição no Brasileiro.

Ponto Fraco: Ewerton e Williams, apesar de serem bons jogadores, ainda precisam se firmar no cenário nacional, são apostas. Caso não produzam o esperado, Conca ficará sobrecarregado. É um time muito jovem, experiência pode fazer falta.

Vasco

Ponto Forte: vem embalado por estar de volta à elite do futebol nacional. Contratou jogadores promissores e o consagrado atacante Dodô.

Ponto Fraco: perdeu o técnico Dorival Junior e contratou muito, cerca de 12 jogadores, o que pode atrapalhar no entrosamento da equipe.

Botafogo

Ponto Forte: trouxe dois atacantes muito bons, “El Loco” Abreu e Herrera, e anunciou que virão mais reforços.

Ponto Fraco: o técnico Estevam Soares ainda não conseguiu dar uma “cara” ao time. Perdeu as últimas três finais de Carioca para o rival Flamengo, o que pode prejudicar o psicológico do time na hora de decidir.

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December 16, 2009

Se o inferno é verde, o céu é vermelho e preto

Após 17 anos de espera, na última rodada, com gols de dois zagueiros, sendo um deles reserva, contrariando os matemáticos e os críticos de plantão, o Flamengo deu uma arrancada espetacular e conquistou o Campeonato Brasileiro de 2009. Título merecido, pois o time ganhou jogos decisivos contra os principais rivais - sendo alguns fora de casa – e chegou ao fim da competição dependendo somente de si.

fla

Muito tem se falado que Corinthians e Grêmio teriam facilitado os jogos contra o Rubro-negro, o que é totalmente possível, mas isso não tira o mérito do clube da Gávea. Se de fato ocorreu, o que o Flamengo tem a ver com isso? Se eles não queriam ajudar seus rivais, isso não é problema do Fla, que fez a sua parte.

Falando em arrancada, o Fluminense foi outro que empolgou. Eram 11 jogos de invencibilidade, sendo que o Tricolor havia vencido as últimas seis partidas. Só restava mais uma batalha para salvar a equipe que chegou a ter 98% de chances de ser rebaixado. O adversário, o Coritiba, também brigava para não cair e no ano do seu centenário.

O título da festa preparada pela torcida do Coxa, intitulada Green Hell (Inferno Verde), não podia ser mais sugestivo. Com o apito final, após o empate que rebaixou o time paranaense, alguns “torcedores” invadiram o gramado e protagonizaram um dos piores casos de vandalismo do futebol brasileiro. Clube e torcida merecem punição exemplar. O primeiro por não se preparar adequadamente: faltou segurança. Quanto aos vândalos, não há outra medida a ser tomada, que não seja a prisão e julgamento dos envolvidos.

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O dia não era mesmo verde. No Engenhão, o Palmeiras, que liderou o campeonato por 19 rodadas, perdeu para o Botafogo e não se classificou nem para a Libertadores. Foi, sem dúvida, a maior decepção do torneio. O Cruzeiro agradeceu.

Emoção até o último minuto, tanto na parte de cima, como na parte de baixo da tabela.

Que venha o Brasileirão 2010!

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November 19, 2009

Entre o céu e o inferno

São Paulo x Flamengo ou Botafogo x Fluminense? Faltando três rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, essas são as duas decisões do momento. De um lado, a briga pelo título, do outro, a luta para fugir do rebaixamento, e em ambos os casos apenas dois pontos separam as equipes.

ceu

Na parte de cima da tabela, apesar de Palmeiras, Inter e Atlético Mineiro ainda terem chance, a disputa ficou mesmo entre o Tricolor Paulista e o Rubro-negro. O Flamengo está embalado e, das três partidas que restam, joga duas em casa. Já o São Paulo, mesmo não empolgando tanto quanto o adversário, conta com o futebol regular que o fez vencer os últimos três campeonatos. Briga boa, e sem favorito.

Do outro lado da tabela, com as derrotas de Náutico e Santo André na última rodada, a busca pela vaga na elite do futebol brasileiro em 2010 parece mesmo ter ficado entre a dupla do Clássico Vovô. O Tricolor, que até pouco tempo atrás era nome certo para o rebaixamento, reagiu e está a apenas dois pontos do Glorioso (o primeiro time na tabela fora da zona da degola). Se o Flu tem confrontos teoricamente mais fáceis, o Bota tem a vantagem de jogar duas vezes em casa.

Apontar quem será o campeão e quem vai cair é muito difícil, ainda mais no torneio desse ano, onde tudo pode acontecer. Esse campeonato está queimando a língua dos críticos dos pontos corridos, onde me incluo. Só espero que continue assim nos próximos anos, porque nas outras edições foi tudo muito previsível.

Viva o Brasileirão 2009!

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October 22, 2009

Rebeldes sem causa

Na última semana, após a vitória da Argentina sobre o Uruguai, e a conquista dramática da vaga para a próxima Copa do Mundo, o técnico Maradona resolveu desabafar e ‘xingou’ os jornalistas de seu país, que o haviam criticado pelas suas constantes mudanças na seleção nacional.  Concordo que a imprensa muitas vezes é injusta, mas esse não era o caso. A equipe argentina corria sério risco de ficar de fora do próximo mundial, isso em uma eliminatória onde se classificam cinco países (contando com a repescagem) dos dez que estão na disputa, sem contar com o baixo nível de algumas seleções. Ou seja, era muito difícil ficar fora da copa.

diego

Dunga também passou pelos mesmos problemas no começo da competição, quando o Brasil também não conseguiu bons resultados. Foi criticado e, apesar de não ter se exaltado como Maradona, deu respostas pra lá de rudes durante as entrevistas coletivas. Dunga é um sujeito que deu a volta por cima como jogador, foi do inferno (1990) ao céu (1994). Como treinador está provando ter estrela e realiza umas das melhores campanhas de um técnico à frente da seleção brasileira. Mas isso não o deixa imune às críticas, pelo contrário, a torcida passa a cobrar atuações convincentes a todo instante.

O que Dunga, Maradona e tantos outros por aí têm que entender, é que eles estão nos cargos mais importantes de suas profissões. Se um técnico de time de terceira divisão é cobrado, como um treinador de uma seleção, ainda mais se tratando de Brasil e Argentina, não vai ser? Já está mais do que na hora de entender isso.

Eles têm as melhores condições de trabalho e ganham muito bem para desempenhar essa função, se não aceitam críticas, que abandonem a profissão. Ser criticado, vaiado, condenado, tudo isso faz parte do futebol. Se for assim, também não se pode mais aplaudir e elogiar, em caso de vitória.

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July 20, 2009

Há 15 anos…

O dia 17 de julho de 1994 ficou marcado na memória do povo brasileiro, porque foi naquela data que o Brasil sagrou-se tetracampeão do mundo de futebol, após 24 anos sem conquistar um Mundial. Muita gente critica a forma de jogar daquele time, mas eu tenho uma opinião um pouco diferente. É verdade que a equipe era um tanto pragmática, assim como seu treinador, Carlos Alberto Parreira, mas no papel não era assim tão defensiva, era um esquema com dois volantes, dois meias e dois atacantes. Só que Parreira não contava que Raí, camisa dez e seu homem de confiança, não fosse render o esperado.

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Então o treinador teve que pensar em alguma estratégia eficiente. Ele contava com dois excelentes atacantes e laterais que sabiam apoiar e defender. Então implantou um sistema defensivo muito forte para não ser atacado, pois sabia que se conseguisse evitar os gols, uma hora ou outra o ataque brasileiro marcaria. Sua decisão foi muito acertada, porque a Seleção estava há 5 copas sem ganhar, e depois do fracasso de 1990, a auto-estima do time estava baixa. Era preciso jogar com raça, era preciso provar que aquela geração era vencedora.

Tenho 23 anos e aquela copa, com certeza, foi a mais emocionante que assisti. Não concordo quando dizem que  o time jogava feio. Vi novamente alguns vídeos dos jogos do Brasil naquele mundial. Relembrar os cruzamentos perfeitos de Jorginho mostrou que, infelizmente, o vigor físico está ficando mais importante que a técnica. Basta lembrar que Cafu e Maicon, sempre correram o jogo inteiro, mas não cruzam uma bola certa. Rever os lançamentos de Dunga, que para quem não sabe, foi o melhor passador da Copa, em um torneio que contava com feras do calibre de Maradona, Hagi, Matthaüs e Stoichkov. Isso sem contar a dupla Bebeto e Romário, no auge da carreira. Foi a melhor dupla que vi jogar. Para quem acha que o Brasil jogou feio recomendo entrar no youtube e procurar por alguns vídeos, principalmente os jogos contra a Holanda e a Suécia, na semifinal. São de arrepiar.

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Muita gente fala que a decisão da Copa dos EUA foi sem graça. Que o Brasil já entrou em campo pensando em não perder. Mas é preciso analisar alguns fatos. O primeiro é que o Brasil enfrentou a Itália, que além de estar brigando na época pela hegemonia do futebol mundial, contava com jogadores como Baresi, Albertini, Massaro, Maldini e Baggio, este o melhor jogador do mundo à época. E o segundo fato é de que a final foi disputada ao meio dia, em pleno verão da Califórnia, para atender o horário das televisões européias.

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Esta semana descobri um dado interessante: assim como Pelé e Garrincha, Bebeto e Romário jamais perderam uma partida pela Seleção, quando estiveram juntos em campo. A exceção fica por conta de um jogo (não-oficial), em que ambos começaram no banco e só entraram no fim do segundo tempo, quando o Brasil já estava perdendo.

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